O futuro está finalmente chegando para o Brasil?

Em 06/07, o jornal britânico Financial Times publicou um artigo que busca analisar o quanto o Brasil está se distanciando dos países desenvolvidos ao gerenciar sua crise.
O autor começa falando de dois consumidores nordestinos que continuam comprando seus eletrodomésticos como se não houvesse nenhum cenário de crise no ar. Quando questionados sobre a crise, eles afirmam que ela existe, mas que é muito diferente do que foi em outras vezes.
A seguir, fala-se da festa de forró de Caruaru, mostrando o quanto ela é bem maior do que o Carnaval e também menciona-se a nossa AmBev, agora conhecida como, AB InBev, uma empresa constituída em sua maior parte por brasileiros e gerida por brasileiros. Sabemos bem que isso é somente parte da verdade, mas bom para nós que estamos sendo vistos dessa forma lá fora.
Os carros flex são mostrados como mais um ponto a favor do Brasil. A reportagem afirma que 90% dos carros vendidos no Brasil possuem motores flex e que o Brasil se tornou o sexto maior produtor mundial de automóveis. O autor não deixa de comentar também o quanto o governo foi bem-sucedido em manter a indústria automobilística local funcionando apesar da crise.
A discussão sobre democracia madura e economia representam o ponto final da análise. O autor faz justiça ao afirmar que o processo de consolidação da economia brasileira vem do governo FHC com a criação do Plano Real. Ele menciona que reformas foram feitas para sustentar taxas de crescimento econômico factíves e maiores ao longo do tempo.
O autor conclui afirmando que o trabalho não está completo e que ainda resta bastante a ser feito, pois onde quer que se olhe no país nota-se o “velho Brasil”. Mas ainda ao apontar os fatores negativos, o jornalista é bastante generoso com o Brasil, mostrando que o país é uma potência emergente na agricultura, mineração, petróleo, bancos de investimentos e possui um mercado interno que seus concorrentes ainda nem sonham ter.
Ao concluir a leitura do artigo dois pensamentos me vieram a cabeça. Primeiro, o autor só teria olhado para as coisas boas do Brasil e minimizado seus pontos negativos. Por outro lado, seria possível dizer que nós brasileiros tendemos a ter um viés de nos concentrarmos somente em nossas agruras e não darmos atenção para os nossos pontos fortes como sociedade. Talvez seja o nosso velho “complexo de vira-latas” em ação como já dizia Nelson Rodrigues.

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