Especialistas querem aliança luso-brasileira em tecnologia

Rio de Janeiro, 10 set (Lusa) – A aliança luso-brasileira no setor de tecnologia da informação (TI) tem “grande futuro”, defendeu o coordenador do 7º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios – Rio Info 2009, um dos principais eventos dedicados ao segmento no Brasil.

Benito Paret disse à Agência Lusa que Portugal pode ser um “grande parceiro” das empresas brasileiras e que os empresários lusos devem olhar o Brasil não apenas como um mercado, mas como um conjunto de parceiros com quem poderão desenvolver tecnologias em conjunto.

Cerca de 30 pequenas e médias empresas portuguesas participam esta semana, no Rio de Janeiro, da rodada de negócios internacionais e de uma mostra tecnológica na Rio Info.

“Entendemos que o interesse de 30 empresas portuguesas em participarem na Rio Info denota boa vontade, abertura e interesse para procurar uma parceria, desenvolver novos produtos e aprofundar os mercados para as empresas portuguesas e brasileiras”, afirmou.

Paret, que preside o Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, destacou que Portugal pode levar novas experiências e tecnologias num trabalho em conjunto.

“Ficamos muito bem impressionados com os esforços que Portugal está fazendo para se transformar num grande ‘player’ tecnológico internacional”, acrescentou.

“Coopetição”

Fernando Fernandez, diretor executivo da empresa MoreData, com sede em Lisboa e que presta serviços de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação, defendeu a necessidade de os mercados luso e o brasileiro se conhecerem mais.

“Percebemos que o mercado brasileiro é pouco conhecido pelas empresas portuguesas. De ambos os lados há pouco conhecimento e o objetivo é aumentar os contatos, potencializar parcerias e projetos”, disse à Lusa.

Fernandez é membro da direção da Associação Nacional de Empresas de Tecnologia de Informação e Eletrônica de Portugal (Anetie) e afirma que, além do Brasil ser um grande mercado, o país “tem uma estrutura no setor de TI que as empresas portuguesas podem aproveitar” a fim de estabelecer parcerias.

“O setor de TI em Portugal é bastante inovador e tem soluções que se pretendem internacionalizar e formar parcerias com produtos inovadores”.

Fernando Fernandez ressaltou que o Brasil representa um mercado com volume muito maior que o português e, por isso, defende a internacionalização das empresas portuguesas.

O processo de aproximação entre os dois países é relativamente recente, considerou ao referir que a contribuição de Portugal aos brasileiros são os laços de proximidade com a Europa (países como Alemanha, Espanha e França) e o conhecimento do mercado europeu.

Além disso, o mercado preferencial das empresas portuguesas de TI é a África, “especialmente Angola”, disse.

E neste mercado de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), Fernando Fernandez que Brasil e Portugal “não só precisam competir, mas também de cooperar”.”É o que chamamos de ‘coopetição’”, concluiu.

Fonte: Agência Lusa (10/09/2009)

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