Bob’s busca franqueados no Peru e na Colômbia

Depois de abrir o primeiro restaurante no Chile este ano, o Bob’s planeja expandir-se para outros países da América Latina. Os executivos da controladora do Bob’s, a Brazil Fast Food Corporation (BFFC), estão prospectando na Colômbia, no Peru e no Equador possíveis “master” franqueados, grupos responsáveis pela abertura de vários restaurantes em um determinado mercado.

A missão de sair à procura de investidores pela América Latina coube a Flávio Maia, diretor de expansão e franquia da empresa. “As perspectivas são bastante positivas”, afirma o executivo, que não descarta a possibilidade de fechar um acordo nos próximos meses, sobretudo na Colômbia.

Maia tem sido um assíduo frenquentador de feiras de franquias tanto na América Latina como na Europa. “Com a crise, os negócios estavam parados, mas agora já começamos a receber telefonemas”, afirma o diretor do Bob’s.

“A internacionalização será um foco da empresa 2010”, afirma Ricardo Bomeny, presidente da BFFC. No Brasil, o Bob’s só perde em tamanho para o McDonald’s, mas a cadeia brasileira de hambúrgueres gaba-se de ter a maior cobertura geográfica, com 678 pontos de vendas espalhados por todo país.

Na verdade, a experiência internacional do Bob’s começou pelo caminho mais difícil, do outro do lado Oceano Atlântico. Há cerca de dois anos, a rede chegou à Luanda, Angola, onde possui três restaurantes franqueados.

Foi o acordo firmado com a rede Doggis, do Chile, no ano passado, que tornou mais realista a perspectiva de implementação de um plano de expansão sustentável na América Latina.

“O Chile será uma plataforma para o Bob’s, um aprendizado”, afirma Bomeny. Pelo acordo, a BFFC abrirá 40 lojas da Doggis no Brasil nos próximos cinco anos, enquanto a Doggis deve inaugurar 29 pontos de venda da marca brasileira até 2012. Nos dois países, o projeto prevê lojas próprias e franquias.

“Toda a América Latina, de forma geral, oferece boas oportunidades para as franquias brasileiras”, avalia Marcelo Cherto, da Growbiz, consultoria especializada em varejo. Mas, na sua avaliação, a Colômbia em especial é um país onde há ainda uma grande espaço para as franquias brasileiras. “O mercado colombiano ainda não foi tão invadido pelas marcas americanas como o México”, diz Cherto, que está assessorando o Bob’s no processo de internacionalização da rede.

Foi ele quem apresentou o Doggis ao Bob’s depois de ser contratado pela rede chilena para assessorá-la em um projeto de expansão. Inicialmente, o Doggis buscava portas de entrada no México e na Colômbia.

A competição, porém, não será fácil. Até mesmo as operações do McDonald’s na América Latina pertencem, desde 2007, a uma master franqueada com sede na Argentina, a Arcos Dorados, empresa controlada pelo empresário colombiano Woods Staton.

Por oferecer um produto de baixo valor unitário, as redes de fast food conseguiram se sair melhor do que outros setores com a eclosão da crise econômica.

Neste ano, dois fatores estão aliviando os custos das cadeias de fast food no Brasil: a queda dos preços das commodities agrícolas e a valorização do real em relação ao dólar. O câmbio tem um impacto direto sobre os negócios já que muitos insumos são importados, como batata e equipamentos.

Em 2008, os restaurantes da BFFC, incluindo unidades próprias e franqueadas, faturaram R$ 577 milhões, 17% mais do que em 2007. As vendas do McDonald´s no Brasil cresceram 22%, totalizando R$ 3,3 bilhões em 2008.

Fonte: Jornal Valor Econômico (11/09/2009)

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